Archive for setembro, 2015

  1. O caçador de estrelas.

    Eu passei vários períodos de minha vida ao lado de Canção Estrelada, xamã do povo nativo da Estrada Vermelha, com quem aprendi muito. Certa vez, quem me mandou para lá foi o próprio Velho, como chamávamos o mais antigo monge da Ordem. O motivo foi que eu estava me indispondo frequentemente com outros monges do […]

  2. O espelho da minha alma é você.

    “O perfeito olhar é aquele capaz de encontrar beleza onde todos apenas enxergam desastre”, disse o Velho, como carinhosamente chamávamos o mais antigo monge da Ordem, quando, de tão irritado que eu estava, passei por ele e não o notei. Seu olhar maduro percebeu que o meu coração estava em tempestade. Virei-me e desabafei toda […]

  3. A arte da renúncia.

    Eu tinha descido a montanha onde se localiza o mosteiro da Ordem e caminhava através das ruas estreitas e antigas da secular cidadezinha mais próxima. Chovia muito e estava mais escuro do que a hora determinava. Era muito cedo e o comércio começava a abrir as suas portas. De longe vi a bicicleta do Loureiro […]

  4. A beleza do perdão.

    “É impossível ser feliz sem perdoar”, disse o Velho para uma jovem senhora que foi ao mosteiro em busca de consolo. Estávamos sentados no refeitório e eu lhes servia uma xícara quente de café. Ela acabara de narrar o seu drama pessoal e estava inconsolável, pois não se julgava merecedora daquele destino. Aflita, a mulher […]

  5. A magia de encontrar consigo.

    Canção Estrelada estava sentado à porta de sua tenda. Baforava seu indefectível cachimbo com fornilho de pedra. Era aquela hora em que o dia vira noite. O sol já tinha ido e a lua ainda não havia chegado. Eu me sentia cansado, tinha acabado de chegar da cidade e estava bastante aborrecido com uma série […]