Archive for novembro, 2015

  1. Meu personagem favorito.

    Estava com Loureiro em uma taberna na pequena e secular cidade próxima da montanha que acolhe o mosteiro. Tínhamos acabado de trocar ideias sobre sofrimentos e decepções. O bom sapateiro fundamentara, com mestria, que o amor não é causa de nenhuma dor e vem sendo injustiçado, desde sempre, por darmos ouvidos às sombras, emoções sem […]

  2. Ninguém sofre por amor.

    Era aquela hora indefinida em que não sabemos se é dia ou noite. Algumas lojas já começavam a se preparar para fechar. Apressei o passo pelas estreitas e sinuosas ruas da secular cidade próxima à montanha que acolhe o mosteiro da Ordem. Queria encontrar a oficina de Loureiro ainda aberta para convidá-lo a beber uma […]

  3. Alegria, alegria.

    O Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, tinha sido convidado pelo vigário da igreja localizada na pequena e charmosa cidade próxima à montanha que abriga o mosteiro, um amigo de longa data, para proferir algumas palavras durante a missa de domingo. Ele me chamou para acompanhá-lo e nos fez chegar cedo […]

  4. O enigma da paciência.

    O Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo do mosteiro, parecia encantado com as roseiras do pátio e as podava como bom jardineiro. Pedi para lhe fazer companhia. Ele anuiu com a cabeça e os seus olhos me indicaram um banco próximo para sentar. Ficamos em silêncio por um bom tempo a alimentar a […]

  5. Dever de casa.

      Eu tinha terminado um longo e proveitoso período de estudos. Leituras, meditações, reflexões, conversas profundas, foram partes importantes da busca por conhecimento no ciclo encerrado. O Velho, como carinhosamente chamávamos o decano do mosteiro, me lembrou que teoria sem prática é remédio esquecido na gaveta, que perde a razão de existir por não curar. […]

  6. A grande aventura.

    Eu caminhava pelas ruas medievais da pequenina cidade que fica no sopé da montanha que acolhe o mosteiro. Era acossado pelos ventos frios de outono que obrigavam a me proteger entre os vãos e muradas das antigas construções. Alegrei-me ao ver a clássica e bem conservada bicicleta de Loureiro encostada no poste em frente a […]