Archive for fevereiro, 2016

  1. Lei da Renovação.

    “É necessário, de tempos em tempos, esvaziar as gavetas do coração”, me disse o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo do mosteiro. Ele tinha me convidado para um passeio pela floresta, localizada nos arredores, ao perceber a minha inquietação e irritabilidade com os demais monges e discípulos da Ordem. Uma nova situação familiar […]

  2. Equilíbrio improvável.

      Eu caminhava pelas montanhas do Arizona ao lado de Canção Estrelada, o xamã que possuía o dom de transmitir a sabedoria dos seus ancestrais através da palavra, cantada ou não. Ele queria me mostrar o seu Lugar de Poder, como se denomina na mitologia nativa o local onde cada qual se sente mais à […]

  3. A Lei dos Ciclos.

      O Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo do mosteiro, tinha sido convidado para ministrar uma palestra em prestigiosa universidade. Nessa época, eu era o discípulo designado a acompanhá-lo. Ao final de seu discurso, como de costume, respondia a uma infinidade de perguntas. Sua abordagem sobre os vários aspectos da vida era sempre […]

  4. A face oculta do ciúme.

      Aos domingos, sempre que possível, eu assisto a missa na catedral da pequena e charmosa cidade que se situa no sopé da montanha que abriga o mosteiro. Naquele dia, o sermão do padre alertava para o que considerava uma banalização dos relacionamentos afetivos, onde as pessoas investiam pouco, segundo ele, não só na construção […]

  5. A pena além da pena.

      Toda vez que eu tinha que ir à pequena e charmosa cidade situada no sopé da montanha que abriga o mosteiro não perdia a oportunidade de visitar o Loureiro, o elegante sapateiro, amante dos livros e vinhos. Remendar o couro era o seu ofício; costurar ideias, a arte. Nem sempre eu conseguia encontrá-lo, pois […]