Archive for março, 2016

  1. Transgredir é preciso.

      Era a hora dos estudos. Leitura e reflexão na biblioteca do mosteiro. Silêncio e quietude. A luz do fim da tarde entrava pela janela oferecendo claridade e a bela paisagem das montanhas. Como de costume, passei antes no refeitório para pegar uma caneca com café. O Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo […]

  2. Desapego é transformação.

      Ela estava lá. A bicicleta encostada no poste foi primeira coisa em que reparei quando dobrei a estreita e sinuosa rua da oficina na charmosa cidadezinha próxima à montanha que abriga o mosteiro. O sol do fim de tarde refletia nas ruas de pedra e emprestava tons pastéis às construções seculares. Como a loja […]

  3. Armadilhas contra a paz.

      “Todas as vezes que você pensa, fala ou age movido pelas paixões densas e pesadas, alimentará o poder das sombras. Dentro e fora de você”, falou o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem. Em seguida, concluiu: “Por mais absurdo que possa parecer, acredite, ninguém lhe prejudica mais do que você […]

  4. Ser livre é simplesmente ser.

      O Velho, como carinhosamente chamávamos o decano da Ordem, era sempre convidado a dar palestras em universidades e colégios mundo afora. Em geral, essas instituições se situam em grandes metrópoles, onde ficávamos hospedados por dois ou três dias. Nessa época, já acostumado ao silêncio do mosteiro, teve um período que, confesso, logo me sentia […]

  5. Dançando com a saudade.

    Conheci Loureiro, o sábio sapateiro, há muitos e muitos anos, em um cemitério. Eu acabara de ingressar na Ordem e fui designado para acompanhar o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo do mosteiro, no velório de um grande amigo dele que havia partido. Conseguimos uma carona e na sinuosa estrada que desce a […]