Archive for abril, 2016

  1. Abraçando as sombras

      Todos os discípulos da Ordem tinham sido avisados que um de nós, em breve, seria consagrado monge em cerimônia permitida apenas aos iniciados. Não tive dúvidas de que eu seria o escolhido. Embora não fosse o aluno mais antigo, era o mais próximo do Velho, como carinhosamente chamávamos o decano do mosteiro. A ansiedade […]

  2. Um espírito livre.

      Canção Estrelada, o xamã que tinha o dom de semear a filosofia do seu povo através da palavra, cantada ou não, conversava com uma sobrinha em uma mesa ao ar livre, debaixo de uma enorme árvore frondosa. O sol da primavera aquecia o corpo e trazia aconchego à alma. Avistei-os de longe. O ancião […]

  3. Jamais.

      Estávamos no trem. Eu e o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo do mosteiro, seguíamos em uma demorada viagem a uma cidade onde ele ministraria uma palestra em renomada universidade. Aproveitei a oportunidade para questionar sobre as dificuldades do aperfeiçoamento pessoal. Sugeri a existência de um manual mais simples para nos orientar […]

  4. A outra face, outra vez.

      A biblioteca do mosteiro é encantadora. Uma enorme variedade de títulos em um ambiente de silêncio e conforto, além da vista espetacular das montanhas permitida por suas enormes janelas, em estimulante convite à reflexão. Ali era comum encontrar o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, nos finais de tarde, sentado […]

  5. O melhor mantra.

      Eram os meus primeiros dias no mosteiro, quando nem pensava em me tornar um discípulo da Ordem. O convite era para que me hospedasse por curto período. Minha vida passava por momentos de grandes turbulências, eram problemas sobre problemas. Como se não bastassem, dúvidas existenciais me assolavam. Eu estava ali na procura da fórmula […]

  6. O espectro da dominação.

      “A necessidade de dominar o outro permeia todo o mal desde o início dos tempos”, falou Canção Estrelada, o xamã que tinha o dom de ensinar a sabedoria do seu povo através da palavra, cantada ou não. A noite chegava de mansinho estendendo seu belo manto de estrelas no firmamento. Ele tinha me pedido […]