Hoje é um bom dia para crescer, moço! – O fator inibidor

O portão da casa de Li Tzu estava sempre aberto. Era final da tarde e escurecia, ao atravessar o jardim me deparei com o pessegueiro repleto de frutos. Com a boca cheia d`água, ao me aproximar da árvore, tomei um susto ao quase pisar em uma serpente enrolada próxima a sua raiz. Assustado, dei meia-volta e me dirigi à casa. Encontrei o mestre taoísta sentado em uma das cadeiras da cozinha, quieto e sozinho, com os olhos fechados e uma xícara de chá sobre a mesa. Ofegante, interrompi a sua reflexão para alertar sobre o perigo que estava próximo. Falei que ele deveria ter muito cuidado quando fosse ao jardim. Sem se alterar com o meu pânico, Li Tzu me convidou para acompanhá-lo no chá. Sentei-me e ele pediu para eu me acalmar. Falei do risco que passei ao quase ser mordido por uma cobra. Expliquei que ela estava enrolada, pronta para o bote. Acrescentei que eu tivera muita sorte e escapara por pouco. O mestre taoísta me escutava com atenção, mas não disse mais palavra. Um pouco mais calmo, consegui provar o chá; estava delicioso. Ele explicou que era uma infusão feita com os pêssegos que havia recolhido naquela manhã. Foi quando me dei conta que não havia contado que a cobra estava justamente ao lado do pessegueiro. Ao ouvir este detalhe, Li Tzu franziu as sobrancelhas. Questionei se ele não acreditava em mim. O mestre taoísta explicou: “Respeito o seu medo, ele é genuíno. No entanto, a causa dele não procede”.

Falei que ele não deveria brincar daquela maneira nem desprezar o perigo. Ele se levantou e disse para irmos juntos ao jardim. Aleguei que era muito arriscado. O mestre taoísta pediu que eu confiasse nele. Quando nos aproximamos do pessegueiro, não ousei prosseguir e parei. Li Tzu, sem se deixar influenciar pelo meu medo, continuou andando com a sua tranquilidade peculiar e, bem próximo de onde ele pisava, pude ver a serpente pronta para o bote do mesmo jeito que estava quando passei ali havia poucos minutos. Engoli um grito quando ele se abaixou para pegar a cobra e me mostrar, rindo, um pedaço de cipó enrolado ao pé da árvore. Eu tinha me enganado.

De volta à cozinha, eu me sentia envergonhado pela cena. Li Tzu colocou sobre a mesa alguns pêssegos que aproveitou para colher e contou: “As árvores do jardim são frequentadas por várias corujas, o que praticamente reduz a zero a possibilidade de pequenos repteis e roedores nas redondezas. Tive certeza do seu engano quando disse que a cobra estava ao lado do pessegueiro. Eu deixei o cipó ali pela manhã. Vou usá-lo para fixar algumas orquídeas”. Esvaziou a xícara de chá e concluiu: “Vale a lição para nos lembrar como muitos dos nossos medos são frutos de uma errada percepção da realidade”. Justifiquei-me que a pouca claridade, comum ao entardecer, havia contribuído ao erro. Ele filosofou: “É o que sempre acontece quando estamos envoltos em pouca luz”. 

Ponderei que à noite, quando não há iluminação artificial, a escuridão predomina. Li Tzu tornou a concordar: “Sim, por isso os sábios ensinam que quem anda correto não precisa ter medo do escuro”. Tornou a encher a xícara, bebeu mais um gole de chá e acrescentou: “Pois estes têm a própria luz para dissipar a escuridão”.

Indaguei o que seria andar correto. Ele explicou: “Basta ser leal à própria verdade, o que não é pouca coisa e nem um pouco fácil”. Pedi para ele explicar melhor. Li Tzu o fez da maneira didática: “Será preciso você entender alguns conceitos, tais como realidade, verdade e consciência”. 

“A realidade são as fronteiras do mundo pela ótica de quem o observa; ou seja, tudo e todos têm as belezas, as dimensões e as cores que essa pessoa já consegue enxergar”.

“A verdade é o limite alcançado pela consciência. É como se fosse um grau ou nível conquistado. Em outras palavras, a verdade é fundamental por estabelecer os critérios de ilusão e realidade já compreendidos”.

“Por sua vez, a consciência é responsável pela criação e ordenação da verdade. Isto ocorre à medida que a consciência equilibra sobre um mesmo vértice todos os elementos que a compõe. Não podemos esquecer que somos muitos em um. Esta harmonia intrínseca se traduz em luz. Então, ilumina a verdade que, como consequência, expande a realidade. Em suma, a consciência é a percepção de si mesmo acrescida à sensibilidade que se possui em relação à vida ao redor”. 

“O medo é um dos elementos que habitam a consciência, e possui forte influência repressora. Em seu estágio primário, funciona como um fator inibidor à expansão da consciência por impedir novas e fundamentais experiências, sem as quais não conseguirá agregar em uma mesma unidade todos os elementos essenciais à ampliação da sua percepção e ao aprofundamento da sua sensibilidade”. Olhou-me e perguntou: “Entendeu?”.

Respondi que sim. Para me certificar se de fato tinha compreendido disse que o medo estimula a inércia do ser e do viver. A realidade sempre estará limitada à verdade alcançada pela consciência que se expande ou se contrai conforme o poder de influência do medo. Nem mais nem menos. No avanço consciencial a realidade se altera porque a verdade também se modifica. Para tanto, será indispensável não deixar que o medo controle a consciência. Li Tzu prosseguiu: “Exato. Isso demonstra que a realidade não está em outro lugar, mas apenas na sua consciência, como consequência da verdade aprimorada até aquele instante. Por isto, a consciência é o palco da vida. Não no sentido de encenações teatrais, porém, onde o indivíduo será aperfeiçoado. Na vida, as experiências; na consciência, a elaboração final”.

“Não importa que ninguém tenha entendido uma determinada escolha sua; se você foi coerente com a sua verdade, basta. Lembre que as consequências também serão suas. As dolorosas e as libertadoras. Cada risco evitado pode também significar uma oportunidade desperdiçada. Fique atento para perceber quem está no comando da consciência. Isto definirá o tamanho da sua realidade”. 

Falei que até ali tudo me parecia simples. Li Tzu discordou: “A complexidade é bem maior do que aparenta. Para se libertar e crescer, em um primeiro estágio, surgirá um conflito bastante comum, que ocorre quando a sua consciência indica uma direção e o mundo aponta outra. Você pode negar ou ignorar o conflito, mas não irá a lugar nenhum. A dificuldade ocorre no momento em que você vai ao encontro de si mesmo e rompe com o senso comum, com os conceitos preestabelecidos que regem os julgamentos sociais. Você ficará exposto às críticas alheias, ainda que não caiba a ninguém tal direito e competência. Talvez sinta a sensação clara, embora velada, de banimento. O que trará alguma fragilidade e muitas dúvidas se deverá abraçar a sua verdade ou os padrões ancestrais que sempre serviram de parâmetros para a realidade. É uma fase que ainda provocará muitas incertezas entre escolher pelo viés da própria luz ou se acomodar nas poltronas da aceitação do grupo a que pertence. Viver sob o eixo da própria consciência não tão fácil como muitos imaginam. Mas é indispensável para definir sobre a perpetuação da escravidão existencial, com a qual ninguém se torna pleno. Somente após entender e aceitar essa verdade você estará pronto para o passo primordial”.

“Os questionamentos não irão cessar; nem as dificuldades. Apenas mudarão de nível, acarretando mudanças quanto à verdade compreendida e à realidade vivida. A consciência não pode permanecer estática. O movimento intrínseco é indispensável para intensificar e ampliar a vida dentro e fora do ser. As transformações conscienciais modificam a verdade. Assim, a realidade de ontem não será igual a de hoje”. Fez uma pausa, sorriu e me provocou: “Agora temos um problema, certo?”.

Respondi que sim. Li Tzu explicou que, entendidos esses conceitos, era preciso voltar ao começo da nossa conversa: “Para andar corretovocê precisará ser coerente à sua verdade sem esquecer que a realidade irá mudar durante as experiências transformadoras que ocorrem incessantemente. Assim é com todos que querem crescer. Talvez você demore um pouco a se adequar a essa impermanência e imperfeição. No entanto, esse novo momento permitirá uma aproximação mais intensa com virtudes essenciais, como a humildade, a simplicidade, a compaixão, a sinceridade e a coragem. Com elas, virão a serenidade intrínseca e a abstinência de um terrível vício, aquele no qual nos acostumamos a julgar os passos equivocados das multidões. Siga a sua verdade, mas não obrigue ninguém a acompanhá-lo. Lembre, sempre haverá quem esteja aquém e além de você. O respeito tem a sua raiz no entendimento das próprias dificuldades. Eis a aclamada lucidez!”.

Questionei como poderia confiar na minha verdade se, de antemão, sabia que ela se modificaria. Li Tzu sorriu como se esperasse a pergunta e explicou: “Sim, isso demonstra a importância de dois atributos indispensáveis à evolução: os princípios e as virtudes. Juntos, formam o porto seguro do viajante”.

“Os princípios são as sementes de luz, os critérios que norteiam a ética pessoal, como a liberdade, a paz e a dignidade. São os tesouros a serem desenterrados no âmago do ser. As virtudes, por serem variantes do amor, fornecem os instrumentos de jardinagem sem os quais as sementes, ou seja, os princípios, não atingiriam o seu amadurecimento”.

“Princípios e virtudes nunca perdem a sua razão de ser. Apenas se aperfeiçoam quanto ao alcance e ao uso”.

Eu quis saber como fazer. Li Tzu explicou: “Se quiser caminhar, você precisará desenvolver a percepção e a sensibilidade, concomitantemente. A percepção tem a ver com a capacidade de enxergar no escuro usando a própria luz, o que concederá um olhar singular quanto à realidade. Não estranhe se muitas vezes a sua nitidez for negada por muitos. Confie na sua luz, pois o bem e o mal nem sempre se mostram claros e bem definidos. Somente as suas próprias experiências conscienciais permitirão o perfeito discernimento sobre eles. A sensibilidade irá orientar quanto aos limites da ação. Não raro, bem ou mal podem variar de acordo com a dosagem aplicada”.

Pedi para ele explicar por intermédio de exemplos para eu ter certeza se tinha entendido. Li Tzu assim o fez: “Tem uma lenda chinesa que conta sobre um reino muito antigo e próspero, onde muitas pessoas estavam morrendo envenenadas por cobras. Para proteger o povo, o imperador prometeu uma moeda de ouro para cada serpente capturada. Foi uma caçada sem precedentes. Todos os dias chegavam centenas de cobras para serem trocadas por moedas de ouro. Muitos abandonaram as suas atividades profissionais para se tornarem caçadores de cobras. Não demorou muito, começou a faltar pão para o povo e ferraduras para os cavalos, entre várias outras coisas, pois o padeiro e o ferreiro começaram a se dedicar ao novo e lucrativo negócio. Houve até quem tentasse criar e reproduzir cobras em cativeiro para vender ao imperador. O reino passou a enfrentar dificuldades, como a fome, não apenas pela falta de pão, mas porque as carroças, fossem por falta de manutenção, fossem pela ausência de condutores, não podiam mais viajar para mercadejar em outros reinos. Não havia mais quem se interessasse em trabalhar como pedreiro ou como tecelão. O pior aconteceu em seguida. Quando não sobrou mais nenhuma cobra no reino, os ratos proliferaram aos milhares pela falta de um importante predador natural que atacava esses roedores ainda no ninho. Na esteira dos ratos veio a peste bubônica que matou mais gente em um ano do que as cobras envenenariam em um século”.

Comentei que era uma lenda que trazia embutida um valioso ensinamento. Li Tzu deu de ombros e disse: “Mas nem sempre conseguimos aplicar a lição ao momento vivido. Por exemplo, os pais têm uma enorme responsabilidade na educação dos seus filhos. Para tanto, não basta mostrar a importância de frequentar a escola, mas, principalmente de transmitir conceitos fundamentais sobre ética para orientar os seus valores e explicar como a solidariedade pavimenta um adequado convívio social.  Devem ensinar a lidar e a dissolver os nós emocionais provenientes das inevitáveis frustrações. O importante não é o que o mundo faz contigo, mas como você reage a ele. Isto clareia ou opaca a sua consciência e define sofrimentos e traumas que afetarão a alegria dos seus dias. Devem, também, ajudar a desenvolver o gosto pelo trabalho como peça fundamental à evolução pessoal. Enfim, devem ajudar os filhos a fortalecerem uma musculatura existencial indispensável a uma vida saudável. É de sumo valor e uma bonita maneira de amar e proteger os filhos. Assim devem ser os pais e muitos cuidam dos seus filhos com essa mescla de firmeza e de delicadeza. São pais que já conseguem viver o melhor do amor. Contudo, existem os pais que pouco se preocupam com os filhos, deixando que descubram nos próprios erros e decepções o melhor sentido da vida. Uma robusta árvore vive o seu momento mais vulnerável quando ainda é um pequenino e desprotegido caule a dois palmos do solo. Não raro, vemos existências desperdiçadas em razão desses descasos. São pais que nada sabem sobre o amor. Há também os pais que no afã de protegerem os seus filhos dos perigos do mundo os guardam dentro de cofres. Isolados e sem noção de quem são, sem ideia das suas reais possibilidades, de como se anda no mundo e caminha na vida, se tornam fracos, mimados, iludidos, frágeis, desanimados, furtivos e mesquinhos. Embora não se possa negar o amor dos pais, essas crianças irão se comportar como se fossem o sol do universo, embora estejam longe de reverberar um mínimo de luz. São pais que perdem o melhor do amor por falta de percepção e sensibilidade”.

Li Tzu prosseguiu: “A fronteira entre o bem e o mal nem sempre é nítida. Por exemplo, a paciência é uma virtude valiosa, a permissividade é uma sombra perigosa; apesar de sabermos disto, é comum deixarmos que se misturem e nos enganem. Sensatez é diferente de medo, mas pouca gente conhece a diferença. Há situações em que a virtude está na generosidade, em outras, na justiça. Muitos já conseguem repartir com generosidade, porém, encontrar a justa medida é um estágio que pouquíssimos alcançaram. Enquanto você não for justo consigo não conseguirá ser com os outros; essa falta de percepção e sensibilidade é causa de muitas dores. Por descuido, o bom fica ruim; por abuso o bem se torna um mal”. 

“Então, a autoestima vira orgulho, o cuidado se torna vaidade, o conforto se descaracteriza no luxo, o trabalho se torna instrumento para a ganância. O humilde se torna subserviente, o estoico não passará de um miserável, a pureza se confunde com a ingenuidade e haverá quem acredite que o ciúme é o tempero do amor. O mau uso do bem é uma das origens mais comuns do mal. Em verdade, o bem e o mal serão sempre questões pessoais e evolutivas, por se regularem pela percepção e na sensibilidade que moldam a consciência”.

“Portanto, esqueça os padrões de bem e mal estabelecidos em sociedade, até porque eles se modificam de acordo com o modo de ser e viver de cada povo em diferentes períodos históricos. Aprenda sobre tudo e, principalmente, conheça mais e melhor a si mesmo, até para que possa se aproximar cada vez mais do bem e evitar o mal. Sim, ambos o habitam. Enquanto você não viver as suas próprias experiências, não conseguirá aprimorar as suas escolhas e, por equívoco, continuará a fazer um mau uso de boas ferramentas. Usamos inadequadamente os bons instrumentos porque sentimos medo. Eis a origem do mal”.

“De jeito nenhum devemos nos acostumar com o mal ou com o sofrimento que ele nos causa. Para evitar o mal é preciso deixar de sentir medo. O segredo consiste em fomentar a expansão da percepção e sensibilidade sem a influência do medo, que insiste em nos enganar, sob a alegação que para vivermos em segurança teremos de abdicar da nossa liberdade e dignidade. O medo nos engana sobre a paz e nos ilude quanto ao amor. A felicidade se tornará um lugar que não existe”. 

“Desconstruir o medo é o campo minado do bom combate, a estrada intrínseca. Haverá equívocos? Sem dúvida, você errará muitas vezes, assim como terá de arcar com as inevitáveis consequências. Contudo, nem todas os efeitos dos erros são ruins. O erro é inerente ao aprendizado e um grande mestre quando bem aproveitado. O erro sempre foi um aliado dos sábios. Porém, para isso, você terá de aprender a escolher no limite da sua verdade, sem influências externas ou indevidas. Percepção e sensibilidade aprimoradas originam as transmutações primordiais à evolução por serem os pilares da consciência. Quando ampliada, a verdade permite uma melhor experiência com a realidade. Não existe outra maneira de separar a palha do trigo, sem o qual não haverá nenhum pão”.

Esvaziamos as xícaras de chá e ficamos longos minutos sem dizer palavra. Até que decidi provar um dos pêssegos que repousavam em cima da mesa. Estava delicioso e comentei sobre o doce sabor da fruta. Li Tzu arqueou os lábios em leve sorriso e brincou: “Para experimentar o mel da vida será necessário não mais confundir o cipó com a serpente”. Comentei que tinha sido uma singela, porém, significativa lição. Existiam vários assuntos pendentes na minha vida; alguns, havia anos. Eu vinha adiando decisões que entendia como corretas por ter medo das consequências. Não queria desagradar uns e outros, dando causa a insatisfações dentro de mim, pois desrespeitava a minha própria verdade. Ao evitar riscos e dissabores, como efeito natural, eu mantinha diversos aspectos existenciais estagnados e travava a minha evolução. De fato, o medo atuava como um fator inibidor na consciência e, por consequência, gerava sofrimentos por me afastar da verdade e me impedir uma clara realidade. Sim, eu podia ser diferente e melhor. Li Tzu franziu as sobrancelhas e resumiu em um conselho simples os ensinamentos daquele dia: “Hoje é um bom dia para crescer, moço!”. 

Imagem: Candance Beckwith – Dreamstime.com

Discussões — 9 Respostas

  • Jéssica Perri 14 de julho de 2020 on 02:13

    Desconstruir o medo é o campo minado do bom combate.

  • Maria da Gloria Mataveli 4 de julho de 2020 on 13:23

    Sim reler reler reler…muitas coisas para destrinchiar…grata amigo pelo seu trabalho.

  • Adélia Maria Milani 9 de junho de 2020 on 14:45

    Profunda Gratidão!!! 🙏

  • Caroline 5 de junho de 2020 on 08:46

    Uau! Vou ter que meditar e refletir mais vezes .. Gratidão Fofu!

  • Viviane Barbosa 2 de junho de 2020 on 16:05

    Gratidão infinita por texto.

  • Fernando Cesar Machado 1 de junho de 2020 on 09:43

    E que dia, e que sincronia, e como sempre, deixo aqui a minha mais profunda e sem fim gratidão, sem fim irmão das estrelas, sem fim…

  • Bruno 31 de maio de 2020 on 10:18

    Pra variar mais um texto sensacional, gratidão Yoskhaz.

  • Terumi 30 de maio de 2020 on 21:38

    Gratidão! 🙏

  • Santana 30 de maio de 2020 on 20:58

    Obrigado. Axé.