Tudo aquilo que me causa medo

Subi as montanhas do Arizona, rumo a Sedona, para encontrar com Canção Estrelada, o xamã que tinha o dom de ensinar a filosofia ancestral do seu povo através das músicas e das palavras. O voo até Phoenix tinha atrasado algumas horas. Isso fez com que tivesse que fazer o trecho entre o aeroporto e a casa de Canção Estrelada à noite. Como tenho dificuldade visual, há tempos evito dirigir após o por do sol, principalmente em estradas. Não apenas por isso, mas também pela dificuldade de socorro em caso de uma pane mecânica no automóvel. À noite tudo fica mais difícil. Enquanto dirigia, me ocorreram vários temores nesse sentido. Despertei dos pensamentos derrotistas ao perceber que um dos pneus estava furado. Estacionei o carro no acostamento torcendo para que não houvesse nenhum problema com o estepe. Suspirei aliviado ao verificar que estava tudo certo com o pneu sobressalente. Encaixei o macaco para suspender o carro e me dei conta que faltava a chave para desaparafusar a roda. Revirei o carro pelo avesso. Nada. Decidi ligar para a locadora solicitando auxílio, mas não havia sinal de celular naquele trecho da montanha. Durante horas, ninguém passou por ali. Quase ao amanhecer, um carro da polícia me auxiliou e pude chegar a Sedona já com o dia claro. E tenso. Eu tinha combinado com Canção Estrelada de irmos juntos a um tradicional cerimonial xamânico que ocorria todos os anos no solstício de inverno. Sairíamos bem cedo. Ocorre que eu estava quase um dia atrasado. Temia por uma viagem perdida.

Quando não vi a picape surrada do xamã estacionada em frente a casa, desconfiei que o meu medo se tornara realidade. A porta trancada não era um problema. Eu sabia que havia uma chave reserva debaixo de um vaso com cacto. Entrei. Em cima da mesa uma mensagem escrita por Canção Estrelada avisava que ele me esperou até quando foi possível. Deixou o mapa do local e me incentivou a ir ao seu encontro. Porém, era lugar de acesso complicado, onde um grande trecho era feito a pé através de trilhas nem sempre bem sinalizadas. Ficar perdido naquele trecho das montanhas poderia tornar a viagem caótica.

A cafeteira ainda quente sinalizava que ele saíra havia poucos minutos. Desanimado, me deixei desmontar sobre o sofá. Cansado, adormeci. Acordei sobressaltado por causa de um pesadelo que se repetia naqueles dias, no qual eu estava acuado por várias serpentes venenosas. Fui para a varanda e me sentei na cadeira de balanço de Canção Estrelada. Eu precisava decidir sobre os próximos passos. Toda viagem precisa de uma rota. Não se tratava somente sobre o passeio ao Arizona, mas se referia, principalmente, a viagem de uma existência. Naqueles dias, eu vivia assolado por muitos medos.

Eram muitas questões ao mesmo tempo. Eu estava com um problema de saúde. O médico que me acompanhava recomendara uma cirurgia. Seria um procedimento de alto risco. Se tudo corresse bem, a cura estava decretada. Do contrário, a minha vida estaria em perigo. Eu sentia medo. Tinha também uma enorme insatisfação com a agência de publicidade. O péssimo relacionamento entre os sócios tornara os dias desagradáveis para todos. Foi quando comecei a pensar em mudanças angulares de rumo, com vontade de trabalhar em uma atividade profissional diferente da propaganda, a qual me dediquei por muitos anos. As incertezas quanto às questões econômicas em um negócio desconhecido eram gigantescas. Isto me trazia medo. Por fim, depois de muitos anos, o meu casamento estava insuportável. Para ambos. Contudo, viver sem o contato diário com as minhas filhas me assustava. Eu as amava demais. Sentia medo de sofrer com a mudança da rotina. O desconhecido apavora.

Foi quando chegou a Avó, como era conhecida Guardiã da Estrada Azul do Espírito na Tradição Cheyenne. As muitas e profundas rugas no rosto da anciã mostravam o tempo que ela já caminhava nesta terra. Os seus olhos bondosos indicavam a quantidade de ciclos que havia completado. Eu a conhecia apenas de vista. Sabia como era respeitada, assim como muitos a procuravam em busca de conselhos. Ela atravessou o quintal da casa e se sentou em uma poltrona na varanda ao meu lado. Ofereceu-me um lindo sorriso e disse com naturalidade como se fôssemos velhos amigos: “Vi quando você chegou”. Em seguida, perguntou: “Você não vai ao encontro de Canção Estrelada?”. Expliquei as enormes dificuldades e grandes perigos que existiam caso decidisse me aventurar sozinho nas montanhas. A Avó tornou a sorrir e ponderou com doçura: “A Estrada é solidária e solitária. Há momentos de estarmos acompanhados, noutros precisamos seguir sozinhos. Existem necessidades e importâncias específicas em ambas as situações”. Da maneira mais delicada possível, a anciã quis se certificar: “Você está com medo, não?”. Envergonhado, fiz sim com a cabeça. O acúmulo de medos me trazia muita angústia. Sem que a Avó nada me perguntasse, derramei sobre ela todas as questões que me amedrontavam. Confessei que não sabia o que fazer, não tinha ideia de como começar a resolver tantos problemas. Ela ouviu os meus lamentos sem dizer palavra. Depois, tentou me ajudar: “Não sinta vergonha. O medo faz parte do processo evolutivo”. Indaguei se era positivo sentir medo. A Avó negou: “Apenas disse que fazia parte, não disse que era bom. Em verdade, evoluímos à medida que conseguimos nos desvencilhar de cada um dos medos que carregamos”. 

Fez uma pausa e acrescentou: “Os medos são réguas para entendermos o quanto avançamos na Estrada Azul do Espírito. Muitos medos significam poucos avanços”. Argumentei que aprendera ser o amor tal indicativo: “Evoluir é amar mais e melhor”, afirmei.

Os sorrisos da Avó eram fartos e belos como as flores na primavera. A anciã sorriu e concordou: “Sim, você também tem razão. Em verdade, as nossas afirmações se completam, percebe?”. Falei que não tinha entendido. Ela explicou: “O medo envenena o amor, impede a paz, trava a liberdade, corrompe a dignidade e drena a felicidade. O medo está no embrião de todos os sofrimentos”. Questionei se, caso eu não sentisse mais nenhum medo, todas as dores da minha alma desapareceriam. A Avó esclareceu: “Como você disse, evoluir é amar mais e melhor. Mas como é possível usufruir de toda intensidade que há no amor quando sentimos medo? É absolutamente impossível”. Fez uma pausa e acrescentou: “Observe o que acontece quando o medo se aproxima do amor. Somos dominados pela sombra do ciúme. Ah, como isto nos faz sofrer!”. Olhou-me com a delicadeza da alma e disse: “Portanto, digo àqueles interessados em percorrer a Estrada Azul do Espírito: não importam quais sejam, vá ao encontro de cada um dos seus medos. Não espere que eles o destruam”. 

“Esta é a maior e mais importante viagem que existe. Do contrário, você nunca será um espírito livre.”

“O medo impede os encontros. O indispensável encontro consigo mesmo apenas se completa quando os medos se encerram. Este é o momento onde os sofrimentos, até então sólidos como paredes de concreto, se desmancham como fumaça de uma fogueira que ardeu até esgotar a sua finalidade. Não há outro jeito para entender que aquele monstro sórdido foi gerado pelos meus vícios mentais e sentimentais, pois cada medo não é mais do que uma criatura nascida do desconhecimento que tenho sobre a minha capacidade de superar os obstáculos que se apresentam. Algo possível quando aprendo a pensar que, embora o corpo tenha a importante função de me transportar nesta viagem, eu sou um espírito. Isto ajuda a amadurecer o ego, quando ainda sedento por brilhos fugazes movidos a orgulho, a vaidade e interesses menores. As necessidades diminuem. Os medos também. As prioridades se modificam, os sofrimentos desaparecem. Tudo aquilo que faz a alma sangrar, pouco a pouco, deixa de existir.”

“O medo atrapalha os encontros. Ninguém consegue viver intensamente ao lado de ninguém enquanto sentir medo. Haverá máscaras, personagens e mentiras. O medo não deixa que sejamos transparentes e simples. Por ironia, na tentativa de encontrar com os outros, nos perdemos de nós mesmos. O medo nos afasta do indispensável aprimoramento da alma. Temos medo de nos machucar. Temos medo das dificuldades que podem surgir. Temos medos de que nossas escolhas nos conduzam a dias piores.”

“Em verdade, os medos são ótimos sinalizadores. Eles me indicam as partes que em mim carecem de desenvolvimento e evolução. Onde sou frágil por estar afastado da essência que me fortalece e equilibra. Da verdade que já entendo, mas ainda não consigo viver. Isto furta a alegria dos dias”.

Argumentei que o medo ajuda a prevenir muitos perigos. A Avó esclareceu: “Não confunda precaução com medo. A precaução ensina o melhor jeito de andar; o medo impede o caminhar”. Fez uma pausa e prosseguiu: “Sim, o mundo está repleto de falsidades, violências e ilusões. Tenha cuidado sempre, medo jamais. Lembre que no mundo também está o amor que precisamos viver. Acreditar que o medo o salvou de perigos pelo mero fato de não ter saído do lugar é fazer um mau uso do medo. O medo se torna uma prisão”.

A Avó acrescentou: “O medo se apresenta de muitas maneiras; é como um enigma sofisticado. Quando não é entendido, assume formas aterrorizantes. Apenas o enfrentamento permite a exata decodificação. Então conhecemos a sua verdadeira face: um autêntico mestre. Como tal, ele irá nos orientar na busca da força interna que desconhecemos. Cada medo oculta um atributo pessoal. Assim, ao despertar as nossas capacidades individuais, ora adormecidas, o medo se transforma em luz. Para tanto, se faz necessário ir ao encontro do medo. Contudo, os tolos ainda insistem em fugir do medo”.

Questionei que enfrentar os medos não eram tarefas fáceis. O que poderia acontecer quando recusávamos os desafios propostos pelos medos? A Avó deu de ombros e comentou: “A vida é sutil, a existência é caótica”. Interrompi para pedir que fosse mais clara. Ela assim o fez: “O Grande Mistério espera pela minha evolução. Tão e somente isto. Sou parte do todo, se fico estagnado o conjunto resta prejudicado”. Fez uma pausa e continuou: “Como dissemos, evoluir é amar mais e melhor. Algo impossível enquanto não me desvencilhar dos meus medos. Quando eles estão no comando, fico distante da minha força, perco o equilíbrio e a confiança desaparece”. Olhou-me com compaixão e fez uma pergunta: “Percebe como o medo é um ponto crucial na Estrada?”. Fiz sim com a cabeça e a anciã continuou: “Enfrentar os medos é a bifurcação que muda a rota e me faz sair da margem sombria para caminhar pelo lado luminoso. A todo instante a vida me envia mensagens sutis para que eu tome a iniciativa de realizar as indispensáveis transformações internas, sem as quais não haverá qualquer evolução. Contudo, quando me nego a dialogar com as sutilezas da vida, o Grande Mistério usa a existência para conversar comigo. Ele não quer que eu apodreça sentada à beira do Caminho. Ocorre que a linguagem da existência é caótica. O caos chega como uma avalanche destruindo todos os parâmetros de segurança externo. Faz para me mostrar que o verdadeiro poder é interno, alicerçado em minha própria força, confiança e equilíbrio. Mortes, doenças, dificuldades financeiras e rompimentos afetivos são os idiomas do caos. Todos os medos que neguei a enfrentar um dia vêm me devorar”.

Os seus olhos transbordavam bondade ao me perguntar: “Percebe que tinha de acontecer assim?”. Ela mesma respondeu: “Ao me negar a fazer o movimento intrínseco, de dentro para fora, de maneira espontânea e voluntária, em diálogos sutis com a vida, o Grande Mistério me move por intermédio do caos da existência, de fora para dentro. Faz com que os meus medos mais temidos aconteçam. Sinto-me em ruínas porque me ergui sobre falsos pilares. Casas de papel não resistem às chuvas. Quando entendo por me reconstruir de outra maneira, pois não quero mais viver assustado com o imponderável, começo a buscar pelos alicerces verdadeiros. Ao não ter mais em quem ou sobre o que me apoiar, aprendo a construir os meus próprios pilares imateriais. Estes são indestrutíveis. Tudo e todos podem me faltar um dia; isto é uma possibilidade. Eu estarei comigo e conheço da minha força. Sempre e todos os dias. Isto é a realidade”. 

A anciã tornou a me fazer um questionamento: “Entende aonde o medo pode me conduzir se eu fizer bom uso dele?”. Ela me ofereceu um lindo sorriso e me desconcertou: “Embora muitos não entendam, o caos é do bem”. 

A Avó finalizou: “O medo nos torna egoístas. De outro lado, todo sujeito fortalecido, equilibrado e confiante consegue amar mais e melhor. Viverá sem nenhuma relação de dependência, sem a necessidade de impor regras aprisionantes ou exigir qualquer contabilidade entre dar e receber. Apenas o respeito por si mesmo irá gerar o genuíno respeito pelos outros, no qual inexistirá qualquer esforço para que aconteça. Pouco importará as surpresas nos fatos que virão, pois já conheço a minha capacidade de enfrentar e superar desafios. Eu Sou. A beleza da vida é impossível enquanto o medo estiver presente na existência”. Deu-me um beijo na bochecha e se despediu, pois tinha alguns afazeres. Acompanhei a Guardiã da Estrada Azul ir embora até desparecer da minha vista. 

Eu sabia o que fazer. Após preparar a mochila, subi as montanhas. Foi um passeio fascinante como são todos os dias que não fugimos do medo. Não quero que nada de desagradável ocorra, mas se acontecer, sei que encontrarei condições para superar. Lembro que me perdi nas trilhas mal sinalizadas. Não deixei que o medo me dominasse. Tudo tem solução. Absolutamente tudo, falei para que eu escutasse. Aquietei a mente e o coração. Passado não muito tempo, o vento me trouxe o som do rufar dos tambores. A vida dialoga com sutileza, basta ter calma para ouvir a voz do silêncio. Então, seguir em frente.

Canção Estrelada sorriu ao me ver. Sentado ao lado de várias pessoas em um enorme círculo em volta de uma fogueira, participei do ritual em homenagem ao solstício de inverno. Celebramos a vida que sempre renasce após os rigores do inverno nos oferecendo as cores da primavera. Da superação do medo nascem as manhãs da paz, surgem as asas da liberdade, se firmam os trilhos da dignidade, abrem-se as cortinas da felicidade e conhecemos o amor em toda a sua plenitude. O mel da vida.

Uma das músicas dizia assim:

“Não fuja dos seus medos,

Eles são caçadores implacáveis.

Não tente matar os seus medos,

Eles não morrem jamais.

Nos medos estão as histórias

Que ainda não contei para o meu coração.

Os medos não encerram as histórias,

Eles falam das tragédias,

Quando o céu se fecha,

O sol não brilha,

As flores desaparecem.

Mesmo quando perco tudo,

Mas se ainda guardo o meu coração,

Nada perdi.

Nele aprendo a encontrar o céu, o sol e as flores.

Nada se perde,

Tudo apenas renasce em outro lugar.

Os medos não morrem,

Nem as lagartas.

Estão à espera do meu coração,

É o lugar onde viram borboletas.

O medo são as histórias 

Que o meu coração precisa ouvir,

Para que eu possa aprender

Sobre a melhor parte da minha vida.

Aquela que nunca contei para mim”.

Foi um cerimonial mágico como são todas as celebrações que nos impulsionam às indispensáveis transformações evolutivas. Aprender a se relacionar com os medos é uma das escalas fundamentais para o prosseguimento da viagem. Conversar com a vida através das suas sutilezas para não ter de lidar com a linguagem caótica da existência é outro estágio primordial. Sentir medo é ruim, fugir do medo traz o caos. Usar o medo para entender as próprias fraquezas e, por intermédio delas, despertar todo o meu potencial intrínseco, me conduzirá às sutis transmutações. Sem alarde nem ruído. Como quem caminha pelo silêncio.

Quando retornei daquela viagem, iniciei outra. Não esperei pelo caos. Fiz a delicada cirurgia; apesar do pós-operatório difícil, fiquei curado. Reuni-me com os sócios da agência de publicidade para expor a minha verdade e vontade; embora fosse uma dissolução complicada por envolver diferentes interesses pessoais, pude seguir o meu dom e sonho. A separação conjugal também trouxera alguns dissabores; não obstante as dificuldades e alguns conflitos, depois de assentada a poeira, todos os envolvidos ficaram melhores do que estavam. Assim, alguns anos depois, havia espaço para eu conhecer a Denise. Meu coração conheceu diálogos sutis e terras inimagináveis.

Tempos depois, voltei ao pesadelo recorrente. Eu estava cercado pelas mesmas serpentes venenosas do sonho anterior. Contudo, elas não mais amedrontavam. Como se pudessem ouvir a verdade do meu coração, uma a uma, elas se afastaram de mim. Nunca mais voltaram.

Naqueles dias em Sedona, me consagrei a mais outra face da Luz. Aquela que ilumina as sombras originárias do medo. As virtudes encontram o solo propício para germinar. Com elas, a serenidade da força intrínseca, do equilíbrio interno e da confiança em mim mesmo. Como consequência desse movimento, a beleza da vida.

O ritual no qual participei ao lado de Canção Estrelada apenas marcou o fechamento de um ciclo. Em verdade, o novo momento se iniciara com a Guardiã da Estrada Azul do Espírito, em uma conversa que o meu coração, havia tempos, aguardava ouvir. A Avó foi a sagrada interlocutora.

Discussões — 10 Respostas

  • Terumi 13 de março de 2021 on 19:50

    Gratidão 🙏

  • Cristina 3 de janeiro de 2021 on 17:50

    Muitas vezes, ao receber o texto ( q recebo ha anos) acabo me esquecendo de ler. Aí, imersa em tantos medos, leio este… como agradecer sem usar palavras vazias? Muito obrigada

  • Alexandre Barros 28 de dezembro de 2020 on 20:26

    Simplesmente arretado!

  • Scalken 18 de dezembro de 2020 on 10:12

    Vivo um contexto semelhante a do nosso personagem principal
    O quão é maravilhoso ler textos q estão prontos para nos ajudar em nossas atuais jornadas.
    Simplesmente grato.

  • Andre Menezes 27 de novembro de 2020 on 22:49

    Gratidão, é incrível que todo texto que sai está maravilhosamente conectado com o que eu preciso ler naquele momento

  • Arian Estrella 27 de novembro de 2020 on 18:44

    Imenso Valor. Obrigado.

  • Viviane Barbosa 26 de novembro de 2020 on 18:40

    Eitaaa que trem lindooo!!!

    Gratidão infinita por compartilhar conosco tamanha preciosidade.
    Muita luz e paz profunda.

  • Fernando Cesar Machado 25 de novembro de 2020 on 12:34

    gratidão profunda e sem fim,
    sem fim…

  • Jeff Braga 25 de novembro de 2020 on 11:22

    Gratidão Yoskhaz! Por manter essa Chama acesa e possibilitar que tantas outras se acendam em nossos Corações! Gratidão meu Irmão!

  • Cintia Faro 25 de novembro de 2020 on 09:43

    Gratidão!