A rotina, o tempo, o medo e a arte

A minha vida estava uma bagunça. O tempo nunca era suficiente para realizar tudo aquilo que eu deveria ou gostaria. Os pensamentos estavam confusos e o olhar se tornara nebuloso. Como eu negava, a dificuldade para decifrar o problema aumentava. No simplismo dos raciocínios superficiais, acreditamos que pessoas lotadas de obrigações são mais importantes que as outras. Era um período no qual a vida parecia um emaranhado de fios sem início nem final. Como eu me mostrava incapaz de dar conta de tudo, as tarefas não realizadas iam para uma caixa de guardados a espera de um amanhã que nunca chegava. Examinar a caixa me causava desconforto. Ali havia ouro esquecido. Restaria perdido se não fosse vivido. O acúmulo de adiamentos retira a régua da vida e a medida dos dias. Perco a conexão comigo todas as vezes que me afasto da verdade que representa a minha essência. A existência é uma tela em branco sustentada pelo cavalete do tempo; as virtudes são as tintas usadas nos desenhos dos ciclos evolutivos. Ser e viver na coerência da verdade já alcançada é o talento do artista. Ao me afastar do meu núcleo, abandono a arte por trás de todas as artes, a obra na qual acredito adormecer o sentido da vida: a construção de um sujeito diferente e melhor com o passar dos dias.

Quando falta ou sobra tempo aos dias significa que há desperdício pelo mau uso da matéria-prima não-renovável, o tempo. O tambor de todos os ritmos, como cantou o alquimista do Recôncavo. Os ritmos das evoluções pessoais, como se mede o tempo onde o tempo não mais importa. 

Todos esses fundamentos formavam um conhecimento que eu possuía, mas não conseguia usar. Naquela época, chegara a marcar reuniões em intervalos que de antemão sabia quase impossíveis de cumprir. Claro que as pessoas tinham razão em ficar chateadas comigo. Havia abuso sobre o tempo alheio. Eu me desculpava sob a alegação de ser um profissional muito ocupado. Sem entender o engano, eu dizia precisar de um dia com 36 horas. Os desentendimentos se acumulavam. A confusão ficou tamanha que decidi fazer uma viagem na tentativa de encontrar uma maneira diferente de equacionar os meus dias na busca por melhores resultados. Foi isso que disse ao Li Tzu, o mestre taoísta que morava em uma pequena vila chinesa na subida do Himalaia. Ele me olhou com curiosidade e perguntou: “O que você fez com tantos afazeres?”. Falei que tinha adiado todos. Porém, confessei estar preocupado, pois, à minha espera, havia assuntos muito importantes para tratar. Li Tzu deu de ombros e comentou: “Você ainda não entendeu nada”. Surpreso, comentei que, além de já possuir uma boa bagagem de estudos, eu tinha viajado para um lugar tranquilo com a finalidade de ordenar os dias e a vida. O mestre taoísta sorriu com compaixão e disse com um tom doce de voz: “Você não encontrará aqui o sossego que procura”. Perguntei a razão dele falar aquilo. Li Tzu, sem nenhum sarcasmo no tom de voz, explicou: “Você veio junto”. 

Antes que eu me manifestasse, ele pediu licença e se retirou para a sala de aula onde os alunos o aguardavam para o estudo do Tao Te Ching. Na manhã seguinte, acordei sobressaltado. Lembrei que tinha esquecido de fazer a declaração do Imposto de Renda e de pagar algumas contas importantes. Era uma época que a Internet, ainda incipiente, não oferecia tantos recursos. No trajeto da estalagem onde eu me hospedava até a casa do mestre taoísta, analisava se deveria retornar imediatamente. Como de costume, a porta da casa de Li Tzu estava sempre aberta. O dia amanhecia. Sozinho, ele fazia ioga e fez sinal para não que não fosse interrompido quando manifestei a intenção de falar com ele. Ao final, eu disse que precisava conversar sobre uma questão importante, pois eu considerava a hipótese de interromper a viagem para voltar aos meus afazeres. Ele alegou que era a hora da sua meditação diária e me convidou a lhe fazer companhia. Depois conversaríamos. Acompanhei, embora eu não conseguisse encontrar qualquer benefício na prática meditativa. Achava inadequada ao meu agitado estilo de vida. Comentei isto quando me sentei na cozinha. Li Tzu colocava algumas ervas em infusão para o chá. O mestre taoísta esclareceu: “Acontece em razão do seu corpo nunca estar no mesmo lugar onde está o seu coração”. Fez uma pausa e concluiu: “Duas metades nem sempre formam um inteiro”.

Falei que não tinha entendido. Ele esclareceu: “Enquanto não entendermos a distinção entre obrigação e compromisso, estaremos distantes de dar prioridade para as nossas prioridades. Então, o mais importante se perde”. Colocou o chá em nossas xícaras e disse: “As obrigações nos chegam de fora para dentro, são impostas pelo mundo através das leis, pelas convenções sociais e pelos costumes culturais. De alguma forma, existe uma punição ao se descumprir uma obrigação. Serviços são interrompidos se não pagarmos as contas, multas são aplicadas pelos atrasos. Direitos legais ficam invalidados, privilégios se perdem. Olhares se tornam enviesados quando uma atitude surpreende o modelo estabelecido, amizades se desmancham. Círculos profissionais se fecham diante de um comportamento fora do padrão estabelecido, negócios não mais se realizam”. Sentou-se do outro lado da mesa e acrescentou: “A culpa também é uma obrigação, pois não se origina no âmago do ser, mas de dogmas e conceitos que ainda não conseguimos nos libertar. Então, também é uma pressão de fora para dentro Em todos estes casos, sofremos com a sensação de perda”.

Saboreou um gole de chá e continuou: “O compromisso vai na direção inversa, de dentro para fora. Nasce do entendimento que a sua evolução é a arte maior. O tempo é a matéria-prima, as virtudes são as ferramentas. As escolhas são as mãos que esculpem, em uma única sincronia, o escultor e a escultura como uma mesma criação”.

Questionei se deveria deixar as obrigações em segundo plano. Li Tzu me corrigiu: “Não foi isso que eu disse. Impossível viver em sociedade sem direitos e deveres. Direitos geram deveres; a recíproca se aplica. É natural e justo. Contudo, há duas questões preponderantes. Nem todas as obrigações são necessárias. Muitas delas adotamos por equívocos e interesses menores, movidos por vaidade e ganância. A outra questão surge com a incapacidade de alinhar obrigações e compromissos em uma convivência harmoniosa. Isto cria conflitos com o tempo, fato gerador de muitas agonias e ansiedades. A depressão se origina pelo acúmulo excessivo de ansiedades não realizadas e projetos adiados, como se tudo de bom ficasse para amanhã. Então, ocorre o afundamento do indivíduo dentro de si mesmo em busca de um lugar escuro para dar vazão ao seu sofrimento. Ambas as situações, de alguma maneira, possuem conexão com o mau uso do tempo. Ainda que inconsciente, o artista tem a percepção da arte desperdiçada”.

Confessei-me encantado com a teoria. Falei que a conhecia em parte, mas não conseguia entender a sua aplicabilidade no cotidiano. Li Tzu me perguntou: “Quais são as prioridades da sua vida?”. Respondi que eram o amor, a liberdade, a dignidade, a paz e a felicidade. Enfim, a denominadas plenitudes. Li Tzu fez sim com a cabeça e disse: “Nenhuma delas é obrigação, embora sejam as coisas mais importantes da sua vida. O mundo não dá a mínima importância se você as alcança, pois elas se restringem aos seus interesses pessoais, em movimentos feitos de dentro para fora. Ninguém imporá nenhuma punição caso você não se dedique a conquistá-las. As plenitudes são compromissos intrínsecos; a busca por elas é uma escolha. Se você não as tornar reais, continuarão restritas aos belos poemas. O essencial se perde. Nada mais”. 

Fez uma pausa e tornou a questionar: “Na sua rotina diária, o quanto de compromisso existe com esses objetivos essenciais à sua vida?”. Admiti que bem menos do que eu gostaria. Li Tzu fez uma sequência de perguntas: “Quantas vezes durante o dia você se questiona se era aquilo mesmo que gostaria de estar fazendo? Se haveria outra maneira de viver aquelas horas? Você já aferiu as perdas e os ganhos existenciais em razão do estilo de vida que adotou?”. Abaixei os olhos em resposta. Ele concluiu com outra pergunta sem necessidade de resposta: “Entende quando digo que o seu corpo precisa estar onde está o seu coração?”.

Ele bebericou mais um gole de chá e prosseguiu: “Algumas pessoas dão demasiada importância às obrigações. Não que a devamos desprezá-las, não se trata disto. Contudo, não deve faltar o devido espaço nem o merecido tempo para os compromissos. Quando existe movimento em uma única direção, de fora para dentro, a pressão se torna insuportável. Sofremos pelo desconforto vivido. É indispensável que também haja o movimento no sentido inverso, de dentro para fora, para que exista o imprescindível equilíbrio”.

“Na contramão desse movimento, há aqueles que preferem negar as obrigações, tornando inviável a convivência em sociedade. Trata-se de uma espécie de banimento voluntário, originada por desajustes e causa de muitos sofrimentos. Em ambas as situações restará desordem e confusão no âmago do indivíduo, seja pelo abandono de si mesmo, seja pela inadequação que se impôs em relação ao mundo. Não se vive bem distante da própria essência, fonte de animação e alegrias; tampouco se vive bem em menosprezo aos outros, os relacionamentos são fontes indispensáveis ao amadurecimento e aperfeiçoamento. O equilíbrio é a fonte geradora da harmonia”.

Esvaziou a xícara e continuou: “Uma vida equilibrada tem os seus pilares subjetivos na confiança que o indivíduo possui na sua capacidade de superar quaisquer obstáculos e seguir em frente. Apenas o medo pode impedi-lo. Não raro, negamos obrigações e compromissos quando coagidos por algum medo. Como fomos condicionados a fugir do medo, usamos mil desculpas. Sob a alegação que nos falta tempo, condições adequadas, que os benefícios não são compensatórios ou quaisquer outros dos muitos motivos que acostumamos a nos enganar para escapar da verdade, deixamos de viver o essencial. Perdemos o rumo. Mesmo assim, mantemos a crença de que conseguiremos avançar. Ledo engano. Ninguém caminha enquanto foge dos próprios medos. Medos são criações mentais movidas por desordens emocionais. São consequências de percepção e sensibilidade equivocadas. Portanto, ao fugir dos meus medos me nego a ir ao encontro que preciso ter comigo. A insegurança e o desequilíbrio imporão um reinado pelo tempo que você permitir”. 

“Quando inseguros, adiamos as decisões vitais. Quando desequilibrados, fazemos escolhas equivocadas”.

Completou as xícaras com chá e esclareceu: “Diferente do que sempre fez, nunca fuja dos seus medos. Vá ao encontro deles para resgatar o que lhe foi usurpado. Dentro de cada medo há um cofre com fragmentos que nos completam”. 

Interrompi para dizer que a ideia de ir ao encontro do medo me parecia assustadora e, até mesmo, incoerente. Li Tzu explicou: “Pensamos assim por causa dos condicionamentos ancestrais a que nos acostumamos a viver. Ao fugir do medo, criamos as figuras da caça e do caçador. O medo é um caçador implacável que não vai desistir da caça. Ele também é cruel, pois não irá matá-la, mas aprisioná-la para sugar toda a sua energia. Assim definhamos, muitas vezes sem entender o motivo”. 

Falei que me assustava a ideia de que qualquer dos meus medos acontecesse. O mestre taoísta me lembrou: “A grande maioria deles nunca acontecerão. Mas temos de ter em mente que tudo que vier a acontecer será para o nosso bem. Servirá de aprendizado e aperfeiçoamento. Fugir do medo é negar a evolução pessoal. O medo é o avesso da confiança que uma pessoa tem em sua própria força e poder. A descrença quanto a si mesmo leva ao desequilíbrio”. 

Falei não saber como fazer. Li Tzu orientou: “Olhe nos olhos de cada um dos seus medos. Sem qualquer receio, diga a eles que mesmo o mais complicado dos problemas não será temido; se acontecer será para que você consiga ir além de onde sempre esteve. Não há problema sem solução. Apenas tenha consciência que nem sempre a solução acontecerá ao jeito dos desejos, mas na medida das necessidades evolutivas”. Em seguida, me lembrou de algo muito valioso: “Qualquer pessoa é maior do que o seu maior medo”. 

“O medo é o principal fator de desequilíbrio entre obrigações e compromissos, avolumando pressões em formato de cobranças e estresses ou vazios em manifestações de desajustes e ansiedade”.

Perguntei sobre os pilares objetivos para a construção de uma existência equilibrada. Li Tzu explicou: “Na prática, os alicerces se sustentam através das nossas rotinas diárias. Muitos alimentam a crença de que a rotina é algo ruim e entediante. Será verdade para aqueles que têm os seus hábitos distantes da essência que os anima e impulsiona”. Fez uma pausa para me permitir alocar aos poucos as novas ideias e disse: “Virar as costas para as obrigações é mera imaturidade, típica de uma alma ainda na infância. Crianças odeiam obrigações, mas também desconhecem o valor dos compromissos. Somente desejam se divertir. Isto explica o comportamento de muitos adultos. O cerne da questão está em saber selecionar as obrigações, entendendo a exata importância de cada uma delas, sem menosprezos nem exageros, mas com respeito e sabedoria. O principal é não esquecer dos compromissos, pois são imprescindíveis fontes de luz. Sem se descuidar das obrigações, não apenas encaixe os compromissos em sua rotina, mas os mantenha como prioridades. Não há outra estrada para as plenitudes”. 

Ofereceu-me biscoitos de baunilha e aprofundou: “A palavra rotina tem a sua origem ligada a outros idiomas. Routineou routesignificam trilha ou rota. Na rotina você estabelece a rota da sua existência. É a montagem dos trilhos que conduzirão a sua evolução. Muitos torcem o nariz para a rotina pela disciplina que exige, pois se faz necessário muito esforço e dedicação. É uma estrada sem atalhos, percorrida palmo a palmo, dentro e fora de você”, fez uma pausa proposital para realçar as palavras seguintes: “Ao mesmo tempo”. Continuou: “Tem de haver entrega sem que jamais se torne um fardo. Há de ser leve e alegre. Para tanto, compreenda o prazer existente nas transformações movidas pela rotina”. 

“Iludidos, muitos acreditam se refugiar da rotina por intermédio das artes, na vã tentativa se esquivar do trabalho comum a outras atividades profissionais. Outro engano. Artistas como Shakespeare, Beethoven ou Da Vinci tiveram existências de vigorosas rotinas, sem as quais as suas obras não se completariam. Pablo Picasso teria dito em certa ocasião que toda a genialidade se perde sem disciplina. Inexiste disciplina sem rotina. A melhor rotina nem sempre é a mais fácil, contudo, nunca será pesada pelo prazer proporcionado. Aqueles que se acreditam inadequados as exigências da evolução não passam de fugitivos de si mesmo. Estes permanecerão insatisfeitos, sentados à beira da estrada”.

“Claro, devemos esquecer o absurdo de pensar que existe um modelo ideal ou um padrão correto de rotina que caiba ao jeito de ser e viver de todas as pessoas. Se cada indivíduo é único, caberá encontrar a rotina que melhor se adeque ao seu estilo, dons e sonhos”. Franziu as sobrancelhas e lembrou: “Apenas é preciso ter cuidado para nunca mentir para si mesmo. Não é sábio enganar o próprio coração”.

Questionei se todo desconforto e confusão que eu vivia era fruto de uma rotina inadequada em razão ao mau uso que fazia em relação ao tempo. Li Tzu afirmou: “Aspectos subjetivos à parte, a rotina sustentará os pilares objetivos de uma existência harmoniosa. A rotina traz o equilíbrio do ser no viver pelas transformações permitidas, como verdadeiras obras realizadas. Isto nos faz descobrir capacidades pessoais até então desconhecidas, poderosas fontes de força e equilíbrio. Sem se descuidar das obrigações, a rotina adequada oferece o tempo necessário à construção de uma pessoa diferente e melhor, capaz de ver e usufruir muitas das maravilhas da vida ainda desconhecidas. A maior parte delas não é visível aos olhos. Este é um processo de libertação pela conquista de uma existência na qual os sofrimentos serão cada vez menores. Um prazer genuíno e legítimo em razão dos seus fundamentos residirem no interior do próprio indivíduo. Um prazer valioso e permanente, por não haver nenhuma dependência de algo fora de si mesmo para mantê-lo. Será de grande valia pela sua utilidade diante das inevitáveis intempéries da vida”.

Arqueou os lábios em leve sorriso e concluiu: “Uma rotina repleta de compromissos impulsiona o desenvolvimento das virtudes. Uma rotina virtuosa nos torna luminosos”. Piscou um olho e, com uma velha frase, me lembrou de alguém conhecido: “O hábito faz o monge”. 

Eu quis saber, aproveitando da sua experiência, qual seria a rotina mais apropriada para mim. Li Tzu foi honesto: “Não faço a menor ideia. Daí uma das importâncias da quietude e do silêncio, da meditação e da reflexão para juntarmos todas as nossas partes ainda desencontradas. Um movimento intrínseco adequado para separar a palha do trigo, ordenar as prioridades, encaixar obrigações aos compromissos com harmonia, desembaralhar o essencial do supérfluo, encontrar o sagrado escondido no mundano, compreender onde reside o verdadeiro prazer. Ser um cidadão do mundo sem abdicar de ser um artista de si mesmo. O significado maior da arte é a transformação que ela provoca”.

Os alunos começavam a chegar para estudarem mais um poema do Tao Te Ching. Antes que o mestre taoísta fosse para a sala de aula, agradeci a conversa e pedi permissão para ficar na sala de meditação. Eu precisava desenhar uma nova rotina para mim. Ele consentiu, mas alertou: “Nunca esqueça que tudo está em constante evolução. A rotina não é uma prisão; ela é uma rota traçada, não até o destino, mas até a próxima cidade. A rotina precisará mudar no compasso das suas mudanças pessoais”.  

Arqueou os lábios em leve sorriso e finalizou a conversa: “Agora é contigo”.

Discussões — 6 Respostas

  • Schweitzer 17 de janeiro de 2021 on 12:00

    Essa estoria foi escrita para mim. Ao mesmo tempo foi escrita para todos. Amei.

  • Bruno 16 de janeiro de 2021 on 13:34

    Incrível sincronicidade, logo após ler a citação do poeta do recôncavo a mesma música toca na minha playlist aleatória.

  • Jéssica Perri 6 de janeiro de 2021 on 02:32

    Perdida em tantas obrigações, colocando muitos compromissos comigo mesma na caixa por espera do amanhã, deixando até de ler os textos por aqui, que são sem dúvida para mim muitas vezes o que resgata a minha essência. Me sentindo vazia e sabendo dentro de mim a necessidade de uma rotina, hoje esse texto caiu como luva em minhas mãos, trazendo todas as afirmações que minha alma reconheceu em cada linha, sincronia divina sem dúvida trazendo luz para meu caminho, por isso que amo tanto!!!… e decidi que não posso viver sem, yoskhaz um dos meus compromissos mais prazerosos, fará parte dos meus hábitos a por em prática.

    Não posso deixar de dar ênfase nesse trecho:

    Ser um cidadão do mundo sem abdicar de ser um artista de si mesmo.

    Entendi tudo … gratidão 🙏

  • Viviane Barbosa 21 de dezembro de 2020 on 06:44

    Texto incrível, tive uma certa resistência em terminar de ler, agora eu compreendo porquê.

    Estabelecer uma rotina, é estabelecer uma rota de jornada em equilíbrio. Sou muito grata pelo ensinamento boas vibrações.

    Ahoo!

  • Terumi 14 de dezembro de 2020 on 10:34

    Gratidão! 🙏

  • Fernando Cesar Machado 11 de dezembro de 2020 on 04:09

    Gratidão profunda e sem fim…