Ganhos e perdas

As canecas de café estavam vazias sobre o pesado balcão de madeira. Loureiro, o sapateiro amante dos livros e dos vinhos, que tinha o dom de costurar bolsas com a mesma mestria com que alinhavava ideias, encerrara o ofício naquele dia. Anne, uma das suas sobrinhas, uma linda jovem, recém-entrada na fase adulta, conversava com ele quando cheguei. Fui recebido com a alegria de sempre. Depois de um forte abraço e as devidas apresentações, Loureiro tratou de providenciar mais café. Logo fui colocado a par sobre o assunto que conversavam. Os pais de Anne se separaram antes de ela completar três anos de idade. Desde então, a jovem tivera um relacionamento difícil com o pai, a quem acusava de demonstrar pouco afeto e interesse por ela. Desde sempre, Loureiro a escutava reclamando do comportamento do pai. Havia poucas semanas, Jonas, como ele se chamava, tinha se desligado da empresa na qual trabalhara por quase trinta anos. Receberia uma boa indenização, que seria usada para montar um negócio que sempre sonhara. Um pequeno bar especializado em coquetéis e ostras. Ele próprio seria o barman e as ostras seriam fornecidos por um produtor que possuía uma inovadora fazenda no litoral. Um espaço de proporções reduzidas, com um balcão, poucas mesas, ostras frescas e coquetéis autorais, embalados ao som de um jazz intimista. Uma ideia simples e minimalista, na qual começaria sem nenhum funcionário. Uma ideia poderosa por depender apenas do Jonas para se transformar em realidade. Loureiro sabia do projeto, prestes a se realizar. Apesar do divórcio na época ter gerado uma enorme insatisfação na sua irmã, o sapateiro continuara amigo do pai da sua sobrinha. Entendia que Jonas tinha o direito de fazer as escolhas concernentes à sua vida. O motivo daquela conversa era que Anne entrara com uma ação judicial requerendo parte da indenização quanto à rescisão do contrato de trabalho do pai. A moça entendia que aqueles valores compunham o salário de Jonas, sobre o qual eram realizados os descontos para o pagamento da pensão alimentícia enquanto ela foi menor de idade. Como um percentual da indenização era referente aos antigos salários, cuja parte não fora incluída na pensão alimentícia, chegara o momento de Anne receber esse dinheiro. Ao menos, assim ela pensava ser um direito seu. Por sua vez, o pai contava com o dinheiro que receberia para montar a sua coquetelaria. Enfim, parte da indenização estava bloqueada por decreto judicial e a decisão colocava em risco o negócio de Jonas, que podia não mais acontecer. 

Ao ouvir a história, ficou nítido para mim que havia um mestre escondido por trás do imbróglio. Naquele momento, eu não conseguia identificá-lo.  

Ao saber que o pai lamentara o fato com o tio, que tanto admirava, Anne quis se explicar. Loureiro a ouviu com carinho. Ao final, como costumava fazer, começou a tecer um raciocínio ao modo socrático, um eficiente método no qual as respostas dos próprios interlocutores servem para construir as suas conclusões e, assim, encontrar as saídas ocultas em momentos que a existência parece travada. O sapateiro fugiu do óbvio, que seriam perguntas sobre a indenização pleiteada. Ele quis saber sobre o relacionamento de Anne com o pai quando ainda criança. Complicado, foi a resposta curta, porém, passional. Loureiro insistiu: “Ele a visitava sempre?”. A jovem explicou que passava finais de semana alternados na casa do pai, além de metade das férias. Anne ressaltou que eram dias muitos chatos, pois o pai não se esforçava para torná-los divertidos. O sapateiro prosseguiu: “Em que aspectos eram diferentes dos finais de semana que você passava com a sua mãe?”. A moça demorou algum tempo para responder. Depois, explicou que fazia coisas parecidas. Contudo, como morava com mãe, se sentia mais à vontade em casa. Loureiro indagou se Jonas a tratou com rudeza alguma vez. Anne admitiu que nunca acontecera. Acrescentou que a sua queixa era pelo fato de o pai não ter jeito para lidar com crianças. Tampouco se interessava em aprender. Para mim, como ouvinte, ficara claro que a moça tinha níveis de exigências bem mais elevados em relação ao Jonas do que quanto à mãe. A questão era entender a causa de olhares tão díspares. Loureiro indagou: “Qual a imagem que você tem do seu pai?”. Anne explicou que ele tinha abandonado a família para viver os prazeres do mundo. O tio perguntou se já ouvira a mãe falar isso. Anne fez sim com a cabeça. Depois, acrescentou que recentemente a mãe disse se arrepender de ter se queixado com a filha sobre o comportamento do pai. Em silêncio, eu seguia tentando entender as raízes do conflito. Sim, a mãe se arrependera, uma atitude sempre positiva, contudo, o olhar da filha talvez ainda estivesse deformado pelas mágoas que o formara. Mágoas que não eram suas, porém, ao serem transferidas, deturparam a imagem que Anne tinha do pai. Como se adivinhasse os meus pensamentos, o sapateiro questionou: “Ao seu olhar, quais os traços da personalidade do seu pai foram desenhados pelas mágoas da sua mãe?”. A sobrinha se calou por instantes. Nenhum, respondeu com uma irritação contida. Não sei a razão de insistir em perguntas que você sabe as respostas, acrescentou. Em seguida, disse que tinha compromissos. Voltaria em outro momento para continuarem a conversa. Despediu-se e foi embora.

A sós com Loureiro, comentei que Anne se sentia credora do pai. A suposta dívida financeira, pleiteada em juízo, era o transbordamento de uma suposta dívida emocional que, como tal, era de complexa quitação. Seja por causa das suas motivações, não necessariamente justas, seja pelo conforto de elegermos um vilão sobre o qual podemos descarregar todas as frustrações existenciais e transferir a responsabilidade pela amargura que sentimos no coração. Simplesmente acreditar que a culpa é do outro, não se mostra um caminho, mas uma fuga. Uma resposta fácil de solução inexistente. O sapateiro concordou, mas ponderou: “Sim, uma situação é reflexo da outra. Questões meramente financeiras oferecem equações exatas. Assuntos emocionais costumam embaçar não apenas a razão, mas também o amor; então, as saídas se mostram imprecisas ou mesmo bloqueadas”. 

Questionei como poderíamos saber se, a cada conflito existencial, encontraremos a saída certa. Ele arqueou os lábios em leve sorriso e ensinou: “Se restar mágoa, ressentimento, irritação ou qualquer emoção parecida, significa que foi uma solução equivocada”. Fez uma pausa e acrescentou: “O coração tem razões simples. Ele quer amor. Assim acontece com todos os corações. Sem exceção. O problema surge quando, na imaturidade do ego, buscamos por ganhos imediatos, aparentes ou de superfície que nos levam a perdas prolongadas, essenciais e de profundidade. A alma sofre. Toda vitória será vã”.

Na incrível sincronicidade da vida, onde os acontecimentos precisam se encaixar para que os mestres nos ensinem a lição da vez, fomos interrompidos pela entrada de Jonas na oficina. Tinha nos olhos as marcas de uma noite mal dormida; na face, a luz de quem encontrara um caminho. Depois de me cumprimentar e trocar um forte abraço com sapateiro, disse que tomara uma decisão. Pediria ao seu advogado para desistir de contestar o pedido judicial feito por Anne. Pagaria o valor pleiteado. Assunto encerrado.

Loureiro salientou: “O assunto somente estará encerrado se houver entendimento e, se for o caso, compaixão. Do contrário, a questão seguirá em aberto. Não na esfera judicial, mas nos campos do coração, um lugar onde os danos costumam ser bem maiores”. Jonas concordou. Disse que a conversa que tivera com o sapateiro, havia dias, o fizera entender o significado oculto que havia por trás daquela questão. Amava Anne. Queria viver em paz com a filha. Enquanto durasse o processo judicial viveriam em guerra. O sofrimento se alongaria. Não fazia sentido insistir naquela disputa. Alimentariam as piores emoções um pelo outro. Seria o reverso da sua busca. Ao abrir mão de parte da indenização em favor da filha, ainda que considerasse o pedido inapropriado, sentiu uma maravilhosa sensação de serenidade, como se tivesse entendido o recado da sua alma. Isto lhe dava a certeza da decisão certa.

Perguntei se seria justo abrir mão daquele dinheiro. Ainda mais, de talvez inviabilizar o projeto da coquetelaria. Uma lágrima escapou dos olhos do Jonas quando me explicou que ganhar o coração da sua filha compensava as dificuldades que teria para montar o bar. Lembrei que aquela equação não era exata. Ele podia ficar sem ambas as coisas.  

Jonas disse que estava disposto a correr o risco do caminho que escolhera na tentativa de desmanchar a couraça que Anne havia erguido e o impedia de se aproximar. Seria como enviar um recado silencioso de que a felicidade dela importava para ele. Precisava descontruir a imagem que Anne tinha sobre quem ele era. Até aquele momento, as palavras tinham se mostrado insuficientes; então, era hora de falar através das atitudes. Sabia que muito dos conceitos tinham sido inseridos através das queixas da mãe. Nem tudo verdadeiro, nem tudo falso, admitiu. Teimar nesta discussão não levaria a lugar nenhum. Nunca levou. Era preciso fazer diferente. Sim, há a hora de falar, existe o momento de agir. Ainda que não conseguisse encontrar o coração da filha, teria oferecido o seu melhor nesta busca. Estava disposto a ir além de onde sempre estivera, fosse dentro de si mesmo, fosse no esforço para tocar no coração de Anne. A olhos sensíveis, qualquer que fosse o resultado, aquela decisão traria mais ganhos do que perdas. Algumas vezes, perdas materiais podem significar ganhos intangíveis.

Jonas não poderia viver a espera do resultado esperado, pois poderia nunca acontecer. Ele sabia disto. Do contrário, a decisão traria peso aos seus dias pelas mágoas e frustrações que geraria se vivesse na expectativa de determinada reação por parte da Anne, da qual não teria, nem poderia ter, qualquer controle. Entendi que o Jonas passaria a viver pela alegria do amor semeado. Tudo mais seria uma questão de solo fértil e primavera no coração da filha. A certeza de ter oferecido o melhor que havia em si, resgatara a leveza e a alegria dos seus dias. Outro ganho inestimável.

Conversamos mais um pouco. Depois, tive de me despedir. Eu estava indo para o mosteiro. Mais um ciclo de estudos me aguardava. Não por acaso, foi um período no qual debatemos sobre a resistência que temos às transformações. Queremos desenhar uma vida colorida, mas não admitimos nos desfazer das moedas para conseguir uma caixa de lápis de cor. Por não entender o processo, não o completamos. Então, sofremos.

Na volta, como sempre fazia antes de ir para estação ferroviária, fui visitar o Loureiro para um pouco de prosa e uma caneca de café. Perguntei sobre a situação da sua sobrinha. Ele me contou que Jonas pagara o valor pleiteado por Anne. A moça tinha comemorado com as amigas. Depois tinha partido em uma viagem sem data de volta pela Ásia, uma região que sempre quisera conhecer. Eu quis saber sobre como Jonas estava e se conseguira montar o seu negócio. Loureiro explicou: “Ele está muito bem. Em paz por ter ouvido o seu coração como nunca antes tinha conseguido. Fez o que era impensável tempos atrás. A mudança lhe trouxe força e equilíbrio improváveis. Decidiu por montar uma coquetelaria mais acanhada, dentro das condições que restaram. A serenidade e o ânimo advindos da sua postura, têm lhe permitido encontrar soluções criativas todas as vezes que dinheiro se torna um problema. Percebe quantos ganhos podem surgir das perdas?”. 

Problemas são ótimos para nos oferecer inusitadas soluções, desde que a busquemos dentro de nós. Contudo, lembrei que apesar de todo esforço, perdera o coração da filha. Anne estava feliz por viver em lugares paradisíacos. Talvez nem lembrasse do pai. Quis saber se Jonas ficara triste com isso. Loureiro franziu as sobrancelhas e disse como se mostrasse as estrelas para quem nunca olhou para o céu: “Inicialmente, antes de acatar o pleito da filha, viveu dias tumultuados e dolorosos. Quando se permitiu olhar pelas lentes da alma, entendeu que o poder da sua vida estará sempre na sua ação, jamais na reação de Anne ou de qualquer outra pessoa. Ao compreender esse mecanismo do poder pessoal, os dias se tornam leves e alegres”. 

Em seguida, Loureiro acrescentou: “Esse movimento o levou a uma descoberta. Ele encontrou uma grande mestra, a paciência. Uma virtude essencial. Ao conhecer os segredos e meandros dessa arte, aprendeu a lidar com tempo. De vilão o tempo se fez guardião. A ouvir a sua voz e a bailar em seu ritmo, passou a adquirir ganhos incomensuráveis originados de perdas consentidas. Nenhuma história termina agora. Anne partiu conforme quis, mas levou com ela, ainda que inconscientemente, a mensagem de que o pai continuará sendo um porto seguro para ela atracar nas tempestades da existência. Ninguém é igual a ninguém. Para isto, há mil maneiras de amar. Uma para cada pessoa. Jonas encontrou a sua. Um jeito próprio de amar a filha”.

No ano seguinte, ao retornar para mais um ciclo de estudos, fui visitar o meu amigo sapateiro. Como houve atraso no voo, perdi o trem que costumava embarcar para chegar ainda de madrugada na oficina de Loureiro. Desembarquei na estação no final da tarde. Antes de ir para o mosteiro, decidi conhecer a coquetelaria do Jonas. Tomaria um drinque, saborearia algumas ostras e depois seguiria para o mosteiro. Foi uma decisão repleta de agradáveis surpresas. Além do local ser bastante charmoso, não apenas encontrei Loureiro, mas me deparei com Anne. A moça trabalhava com o pai no bar. Enquanto Jonas cuidava do balcão, a filha atendia as mesas. Eu quis saber o que tinha acontecido. O sapateiro me contou: “Após alguns meses em Bali e outros locais paradisíacos, Anne começou a entender o inferno que se tornara as suas confusões emocionais. Não importa o lugar que moramos, sempre viveremos no nosso coração. Resistiu enquanto o dinheiro a entorpecia com inúmeras diversões. Decidiu voltar quando não teve mais como se manter. No entanto, percebeu que apesar da enorme beleza das diversas praias que visitou, nenhuma delas seria suficiente para alegrar o seu coração. Somente o amor em movimento tem força para desmanchar a amargura. Nada mais”.

Ao retornar à cidade, Anne encontrou Jonas dando os retoques finais na coquetelaria, embora mais simples do que no projeto inicial, se destacava pelas soluções criativas necessárias para suprir a falta de dinheiro. A criatividade traz consigo o poder da originalidade. A magia do impensado. O mundo de cada pessoa se torna perfeito quando movimentado com boa vontade. O contrário também se aplica. Sim, os gestos de má vontade abrem as portas do inferno. “Não é assim?”, comentou Loureiro. Sem esperar pela resposta, ele prosseguiu na história recente: “Ao reencontrar o pai, Anne admitiu que não tinha mais um centavo. Pediu para trabalhar como garçonete, pois precisava de um emprego para pagar as suas contas. Sem sucesso, tinha tentado em outras lojas da cidade. Jonas disse não ter condições de contratar nenhum funcionário. Era verdade. As suas economias haviam se esgotado. A filha disse entender a situação. Os seus olhos marejados falavam de um arrependimento pulsante no coração”.

O sapateiro continuou: “Antes de Anne ir embora, Jonas disse que podia oferecer algo diferente à filha. Não posso contratar uma funcionária, mas nada me impede de aceitar uma sócia, propôs. A jovem sorriu encantada pelo amor do pai que, apesar das dificuldades, se negava em desistir de chegar ao seu coração. Somente então pode conhecer um amor que, apesar de sempre ter existido, ela nunca fora capaz de aceitar. Jonas abriu os braços para no abraço selar, não apenas a sociedade, porém, um aguardado encontro de almas”. 

A coquetelaria estava repleta de clientes. Notei que mesmo na correria dos afazeres do bar, pai e filha se buscavam em incessantes olhares. Então, sorriam. A felicidade está atrelada ao processo evolutivo. Tornar-se uma pessoa diferente e melhor é a base desta e de outras plenitudes. Resistir às transformações é o mais grave dos entraves. Comentei isto com o sapateiro. Ele fez sim com a cabeça e acrescentou: “O ponto crucial foi o entendimento de Jonas sobre o verdadeiro significado de perdas e ganhos. Ao compreender que havia um bem mais valioso em questão do que o dinheiro, foi possível fazer uma escolha de perdas superficiais para atingir ganhos profundos. Como no Jogo de Xadrez, quando se sacrifica o cavalo para libertar a rainha de uma armadilha perigosa. Ou o rei de um xeque-mate”.

Argumentei que poderia não ter acontecido. Loureiro deu de ombros e ponderou: “Vale a boa ação; nela superação se completa. Este é o autêntico resultado. Equivocadamente, entendemos como resultado a resposta do mundo. Ora, em verdade, isto é apenas a reação dos interlocutores que se movem de acordo com a sua consciência, princípios, valores e interesses nem sempre equivalentes aos nossos. Pouco ou nada podemos fazer. A errada interpretação entre os significados de perdas e ganhos, que se arrasta através da História, continua trazendo muita confusão e sofrimento. Enquanto não soubermos diferenciar um do outro, continuará sendo causas de mágoas e decepções desnecessárias”.

Comentei que havia sido uma grande conquista para o Jonas. O sapateiro tornou a concordar, mas fez uma ressalva: “Não menos importante foi a descoberta que antecedeu a conquista”. Bebeu um gole do drinque e finalizou: “Nem sempre o amor chega pronto; não raro, se trata de uma construção. Construir o amor é uma obra que exige compreensão. Como ensinou um antigo sábio egípcio, é impossível amar sem a tentativa sincera de entender as dificuldades das pessoas. Sem esta descoberta, Jonas não teria alcançado o coração da filha”.

Discussões — 8 Respostas

  • Terumi 22 de agosto de 2021 on 21:05

    Gratidão 🙏

  • Fátima 22 de agosto de 2021 on 11:53

    Uma bela história onde todos ganham. Amor ❤️

  • Mariseh Santòs Gonçalves 21 de agosto de 2021 on 07:46

    Gratidão sempre!!!

  • wander 19 de agosto de 2021 on 17:39

    gratidao,obrigado

  • SCHWEITZER 19 de agosto de 2021 on 14:26

    Quando jesus nos diz para dar a outra face, ele não defende o opressor, ele na verdade nos ensina que não existem inimigos, que ao se permitir mostra ao outro que voce não quer o seu mal, que o outro vai poder calar suas sombras e ver com clareza que ele também não quer o seu. Que agredimos os outros, apenas quando imaginamos que eles vao nos agredir primeiro.

    Este belo texto traz a mesma lição, ao deixar sua filha ‘ganhar’ Jonas não ‘perdeu’ ele apenas encontrou o único caminho onde ambos poderia andar juntos.

    Que bela e emocionante estoria.

    Amei

  • haian 17 de agosto de 2021 on 15:21

    Obrigado

  • Aléxia Altíssimo 12 de agosto de 2021 on 20:35

    Nossa! Precisava ler isso. Gratidão..

  • Fernando 11 de agosto de 2021 on 15:41

    Gratidão profunda e sem fim, sem fim…