Archive for novembro, 2021

  1. TAO TE CHING, o romance (Oitavo limiar – A força sutil das virtudes)

    POEMA OITO – A FORÇA SUTIL DAS VIRTUDES Uma floresta. Caminhei minutos por uma trilha sem encontrar ninguém. O silêncio era rompido pelo murmulhar das folhas, o zumbido dos insetos e o canto de alguns pássaros. Parei. Ouvi o som de águas em curso. Fui ao seu encontro. Um riacho se formava logo após uma […]

  2. TAO TE CHING, O romance (Sétimo limiar – Os jardins do deserto)

    POEMA SETE – OS JARDINS DO DESERTO Era um mercado persa. No pátio central, os mercadores expunham uma enorme variedade de objetos para negociar, de alimentos à utensílios, de tecidos às joias. No entorno, lojas construídas em alvenaria formavam um grande quadrado que serviam como limites ao mercado. Duas entradas davam acesso à rua. Muitas […]

  3. Realizar a perda

    “Quando tiver de perder, perca rapidamente. Os prejuízos serão menores”, disse Loureiro, o sapateiro amante dos livros de filosofia e dos vinhos tintos, cuja arte de costurar ideias era realizada com a mesma mestria com que confeccionava bolsas e sapatos. Ele colocou duas canecas fumegantes de café sobre o pesado balcão de madeira da pequena […]

  4. TAO TE CHING, o romance (Sexto limiar – O mistério do ser)

    POEMA SEIS – O MISTÉRIO DO SER Eu estava em uma trilha próximo ao alto de uma pequena montanha. Havia outras montanhas em volta. Abaixo um vale verdejante onde se situava uma linda cidade banhada por um rio, que se tornava caudaloso à medida que era alimentado por outros afluentes originários das montanhas ao redor. […]

  5. TAO TE CHING, o romance (Quinto limiar – As leis e o fole)

    POEMA CINCO – AS LEIS E O FOLE. Eu estava de volta ao Oriente. Os traços étnicos, as roupas, os utensílios e a arquitetura eram fontes seguras para me situar no espaço e no tempo. Tive de me afastar para o canto da estreita rua de terra a fim de evitar uma carroça puxada por […]